quinta-feira, 27 de junho de 2013

Será que ele ainda existe?

Em uma época não muito distante, eu tinha um irmão. E ele veio principalmente por que eu pedi. Queria um amiguinho. Depois de crescido ele era assim um tanto na dele, não gostava muito de festas, eu dizia que ele era um velho mais velho que eu, apesar de ser meu irmão mais novo. Eu saia e ele ficava em casa. Era raro quando eu conseguia convencer ele de sair comigo pra alguma festa. Mas mesmo assim éramos amigos. Muito amigos. Jogávamos basquete juntos, andávamos quase sempre juntos por aí, os nossos amigos eram os mesmos e todos admiravam nossa relação. Como achavam bonito e raro, dois irmãos se dando tão bem.
É...  Era bom ter um grande amigo. Até trabalhos pra faculdade ele me ajudava a fazer. Era minha parceria certa, sem erro. Quando ele começou a gostar de sair (mas bem pouco) então saíamos pra dançar às vezes, tentando dançar um chamamé que nunca saia. Enfim...
Eu digo que eu tinha um irmão, assim, no passado... Não, ele não morreu, graças a Deus. Acho que ele só se esqueceu de ser meu irmão.
Eu não tenho mais meu amigo, o meu parceiro pra todas as horas, minha companhia. Não tem mais sessão Supernatural juntos, não tenho mais "vamos sair pra comer um xis”, "vamos ao pastelão". Que falta me faz aquele "mana, tu baixou o episódio? vamos olhar?”.
Muitos não tem mais seus irmãos pra poderem fazer tudo isso. Alguns moram muito longe, outros já morreram, mas o meu irmão está vivo. Só não sabe mais como ser meu irmão.
Eu sinto muito a falta dele. As vezes me pergunto por que "está tudo assim tão diferente"? Quero meu irmão de volta, nem que só uns dias na semana. Eu ainda estou aqui e eu não mudei. Talvez eu só esteja cansada, estressada, mas metade de tudo isso é só por eu não ter o conforto de saber que eu teria meu irmão ali, do meu lado, pra o que der e vier.
Ainda dá tempo da gente ser como éramos. Mas pra isso ele precisaria abrir os olhos. Queria que ele aproveitasse enquanto eu ainda estou aqui.

Mano, seja meu irmão, meu amigo de novo. Te amo !

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Sobre alguns dos meus amigos homens!


Os meus melhores amigos homens são os mais polêmicos. Muuitaaasss pessoas não gostam deles, ou até detestam. E então as pessoas me questionam se eu não vejo tal defeito no fulaninho, que outro lá é muito esnobe, é galinha, etc. etc..
É óbvio que eu vejo os defeitos deles! Mas quem nessa vida é perfeito? Você quem critica, é? Ai está à explicação pra eu me dar bem com tanta gente tão diferentes umas das outras. Eu respeito o jeito de cada um. Eu respeito as suas maneiras de viver, de se posicionar diante a vida. Eu sou amiga desses caras, porque eu não parei no lado negativo deles, eu conheci o que eles têm de melhor! E muito convicta eu digo que as qualidades deles sobressaem a todos os defeitos, e são qualidades RARAS em homens nesses tempos. Eu tenho os melhores ao meu lado!
 Eu gostaria de marcar aqui nessa publicação cada um deles, mas eu não vou expor esses grandes caras aqui, e eles sabem quem são!

Obrigada por serem as amizades mais sinceras que tenho! E foda-se se vocês são péssimos namorados e galinhas ao extremo, pois como amigos, vocês são os mais fiéis!

Permitam-se conhecerem as pessoas. Não parem no primeiro ponto negativo que encontrarem nelas. Todos nós temos defeitos, e se não soubermos relevar os defeitos nas pessoas e aprender a conviver e respeitar cada um na sua individualidade, o que seremos em breve? Ilhas?

Era isso!


Obrigada meus melhores amigos!

...

"Oh Deus, por que os anjos caem primeiro?"





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Um mês, Santa Maria.


Eu não venho aqui há algum tempo. E depois do fatídico dia 27 de Janeiro, pensei em falar algo e nada me veio a mente. Pois nada fazia sentido. Hoje ainda não faz, e este mês que as vezes parece um ano e outras parece um dia passou. Apenas o mês passou, o tempo passou, mas a falta não passa, a dor não passa, a vontade de entender não passa, os sentimentos confusos não passam.
Muitos dizem e eu confirmo, Santa Maria talvez nunca mais seja a mesma. As pessoas que aqui vivem nunca mais serão as mesmas. Sabemos que é necessário que consigamos nos manter fortes, pra dar apoio a quem perdeu, a quem escapou e a quem está se recuperando. Não acabou, e infelizmente está longe de acabar.
O mais importante agora é a união. Precisamos nos manter unidos e fortes para amparar aqueles que estão necessitando mais. Ainda hoje não tenho o que dizer mais do que já disse aqui. Mas deixo minha homenagem para os 240 sorrisos que foram brilhar em outros pampas. 
Um para cada. Que deus os tenha em um bom lugar! 

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