sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Fuga

(12/09/07-00:43)



Hoje não quero ver rosto algum.
Cobrí, inclusive, os espelhos da casa
Não quero samba
Não quero serpentina
Não quero brilho
Não quero euforia

Hoje não quero brincar
na gangorra
Nem ouvir alguém dizer
Que há sempre um céu estrelado
Não quero violões
Não quero caminhadas
Nem ver o sol nascer

Hoje não é um dia
Para se ouvir o quicar
e as tabelas,
Os tombos ou aplausos
Nem é dia de sentar na grama
e simpatizar com a fumaça.

Hoje eu não quero o gole gelado
A risada alta
ou o flerte quase em segredo

Hoje não é dia de odrmir no sofá
nem de dividí-lo
Provando que as leis da física
Não me conhecem.

Hoje não é dia
de reprimir desejos
de ocultar anseios.

Hoje é dia de passear
de olhos fechados
Dia de guardar
o que não vale a pena expressar
Não por serem idéias pequenas
Mas por não serem compreendidas

Hoje quero só me aninhar
onde eu possa dormir
Onde eu possa sentir
Que estou segura
Longe de histórias ...
Canções ....
e gangorras.



Karol Stagg.

Nenhum comentário: