sábado, 7 de abril de 2012

Tenha culhões




Na maioria das vezes eu sei que isso não dá certo. Aquele lance de acreditar no que escuta e se deixar levar na leve e doce brisa de palavras bonitas. Não. Nunca funciona pra mim.
Falta às pessoas o senso.  O bom senso de respeitar o outro lado, o bom senso de não mexer com alguém com o qual não se pretende nada além de passar seu tempo, alguém com quem você somente esta “suprindo carências” ou “preenchendo espaços”.

Eu nunca fui muito boa em ser muleta de alguém, não é uma função em que meu desempenho seja dos melhores. Mas acontece que quando me deixo levar às vezes não percebo a verdadeira intenção o meu interlocutor.
Eu poderia ter sido igualmente uma boa companhia e você nem precisaria ter se dado ao trabalho de mexer com meus sentimentos. E quando você decidiu que eu não faria mais parte disso, poderia ter sido honesto e ter dito ao invés de partir pra maior ignorância do homem, fingir que não vê ignorar!
Eu prefiro gente com atitude e se forem homens, de preferência, homens que honrem seus culhões. Quem se esconde, se espreita, não merece meu respeito. Dar a cara à tapa e falar o que pensa é muito mais decente!
E o pior, eu já sabia. Sim eu sabia que isso não ia pra frente, não ia chegar a lugar algum, mas eu resolvi de repente dar uma chance pra essa vida louca e quem sabe eu me surpreendesse. Sem negócio. Não foi surpresa nenhuma. Homem é homem em qualquer lugar do mundo. Não poderia ser diferente. 
Eu sempre defendi isso e eu mesma não faço esse tipo de coisa. Não provoque sentimentos de quem você realmente não tem a intenção de corresponder. Isso é feio. Isso é coisa de moleque!  Sejam homens e honrem o que levam entre as pernas! 


Karol Staggemeier

Um comentário:

Gugu Keller disse...

A vida é uma sucessão de desabamentos e reconstruções.
GK